| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Pelecaniformes |
| Família: | Ardeidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | B. ibis |
A garça-vaqueira trata-se de uma espécie recém-chegada ao continente americano, vinda da África. No continente africano está sempre associada às manadas dos grandes herbívoros, apanhando gafanhotos e outros insetos espantados pelo deslocamento dos animais na savana.
Também conhecida como garça-carrapateira, garça-boiadeira, garça-boieira, cunacoi e cupara.
Seu nome científico significa: do (latim) bubulcus = vaqueiro; e de ibis = ibis. ⇒ Ibis vaqueiro.
Apresenta um comprimento de 48 a 53 centímetros. Sua envergadura vai de 90 a 96 centímetros, tendo um peso de 300 a 400 gramas. Alcança uma longevidade de 15 anos.
O adulto apresenta dois tipos de plumagem. Na plumagem reprodutiva, pode ser facilmente identificado pela sua coroa, peito e costas de coloração laranja pálido. Quando em plena condição de reprodução, o bico curto torna-se laranja-avermelhado com a ponta amarela, o olho muda de amarelo para avermelhado e as pernas apresentam coloração rosada (embora inicialmente elas possam ser amarelas). Na plumagem não reprodutiva sua plumagem é completamente branca, seu bico curto é amarelo e suas pernas apresentam coloração esverdeada escura. (Vinicombe, 2014).
É um pouco maior do que a garça-branca-pequena, mas se diferencia desta pelo bico amarelo, menor e de formato mais cônico, e pés totalmente escuros. Diferencia-se da garcinha que sempre mantém os pés amarelos em qualquer época do ano ou idade.
Os jovens da espécie também são completamente brancos, mas seu bico é de coloração preta ou preta manchada de amarelo (com lores amarelo pálido). Como consequência da cor de seu bico, o jovem da espécie é bastante confundido com a garça-branca-pequena (Egretta thula). (Vinicombe, 2014).
Sua voz é de coaxos suaves e monossilábicos.
Possui três subespécies:
(Clements checklist, 2014).
Caça seu alimento longe da água. É uma garça insetívora, principalmente dos insetos espantados pelos pastadores; essa garça tem também uma fonte de alimentação nas moscas do dorso destes animais. Quando o gado está em terreno alagadiço também busca alimentos no solo, até mesmo pequenos anfíbios.
Nidifica em colônias mais ou menos numerosas (de dezenas a milhares de indivíduos), em árvores ou arbustos, próximo de lagos e rios. A construção do ninho é feita por ambos os progenitores, embora com tarefas distintas. A fêmea encarrega-se da construção propriamente dita, enquanto o macho recolhe o material para a construção. A fêmea deposita 4 ou 5 ovos, que são alternadamente incubados por ambos, num período de 22 a 26 dias. As crias abandonam o ninho ao fim de 30 dias.
Procura alimento, de um modo geral, em espaços secos, campos de cultivo, podendo, no entanto, ser encontrada nas margens de lagos e pântanos. É capaz de subsistir em zonas secas, sem nenhuma água, durante um espaço de tempo relativamente longo.
Frequentemente avistada entre o gado que pasta ou atrás das máquinas agrícolas que lavram a terra.
Seu voo é com batimento lento, poderoso e regular das asas, com o pescoço retraído e as patas projetadas. Ativa e de grande mobilidade. Voa em bandos pouco ordenados.
Ocorre em todo o Brasil.
Atravessou o Atlântico há pelo menos 100 anos, com registros iniciais na região do Caribe. Espalhou-se rapidamente pelo continente e hoje ocupa todas as áreas abertas onde o gado esteja presente, ajudando a controlar gafanhotos e cigarrinhas nas pastagens. Em 1965 foi registrada pela primeira vez no Brasil, na Ilha de Marajó.
Mais numerosa no Pantanal.